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Cefaleia x enxaqueca: entenda a diferença!

Cefaleia x enxaqueca: entenda a diferença!

Por mais corriqueira que seja, a cefaleia – conhecida como dor de cabeça – é sempre um incômodo. E embora muitas vezes as dores pareçam todas iguais, os quadros têm diferenças entre si, que variam de acordo com a intensidade e a frequência. A enxaqueca, por exemplo, é um tipo de cefaleia e não um sinônimo. Saiba um pouco mais sobre as semelhanças e diferenças entre essas condições!

Cefaleia

Também chamada de dor de cabeça, é caracterizada por uma forte sensação de peso em toda a região da testa. Geralmente são dores fracas ou moderadas que não impedem que você realize suas tarefas do dia a dia. As causas mais frequentes para o surgimento do quadro são: má digestão, insônia, alteração hormonal, jejum prolongado, excesso de estímulos, irritabilidade, estresse e até algumas doenças. A cefaleia geralmente não dura muito e é facilmente eliminada com analgésicos ou pode até desaparecer espontaneamente. A frequência também é esporádica e isolada. 

Enxaqueca

A enxaqueca é uma versão mais intensa da cefaleia, que normalmente afeta apenas um dos lados da cabeça e é gerada por gatilhos como estresse, privação de sono, alterações hormonais, mudanças climáticas, dentre outras. Geralmente vem acompanhada de outros sintomas intensos como náuseas e tonturas, hipersensibilidade a sons e cheiros, formigamento e até dormência em um dos lados do corpo. A enxaqueca pode gerar crises que chegam a durar 72 horas ininterruptamente. E, como não poderia deixar de ser, o tratamento também é mais profundo, de forma que apenas analgésicos não resolvem. Pode exigir anti-inflamatórios e outras terapias. O problema deve ser tratado com muita seriedade e controle porque a enxaqueca aumenta o risco de AVC e infarto, assim como doenças correlacionadas, como hipertensão, colesterol alto e tabagismo por exemplo.

Embora sejam condições distintas, cefaleia e enxaqueca às vezes dividem alguns sintomas, como os oculares, por exemplo. Esforço para enxergar melhor, fotofobia, pontos luminosos ou piscantes, percepção de luz em ziguezague, visão embaçada e etc podem indicar um distúrbio sério na visão ou uma enxaqueca oftálmica. Nestes casos, tanto o oftalmologista quanto o neuro devem ser consultados para fazer um trabalho conjunto. Ainda assim, os profissionais certamente vão estabelecer as diferenças para traçar um diagnóstico e um tratamento adequados. 

Fonte: Medical Site

07 de Novembro de 2019