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Como funciona a cirurgia de correção de grau?

As formas de correção dos erros refrativos

Na visão normal, a imagem que enxergamos é projetada na retina e visualizada com nitidez. Mas em uma visão com erros de refração - miopia, hipermetropia, presbiopia e astigmatismo -, a imagem faz um desvio para fora da retina por conta de alguma alteração no globo ocular ou de alguma irregularidade na córnea.

Assim, há três formas de corrigir o problema:

Óculos - não tem contraindicação, mas limita a prática de atividades esportivas, a visão periférica e a estética do rosto.

Lentes de contato - não interferem na estética nem no campo visual, mas são de médio a difícil adaptação para usuários que são alérgicos ou que não possuem tanta disciplina para a higiene e o armazenamento que o produto exige.

Correção cirúrgica - diminui a dependência dos óculos e das lentes, podendo ser realizada quase na totalidade dos casos. Há duas formas de aplicá-la: pelas técnicas Excimer Laser – Lasik e PRK (Ceratectomia Fotorrefrativa).

A intervenção cirúrgica

A cirurgia de correção de grau regulariza os vícios refrativos, sendo uma alternativa segura e consolidada pelos excelentes resultados obtidos de forma rápida, simples e eficaz. Trata-se de um procedimento sofisticado, realizado sob anestesia tópica (colírio) em apenas alguns minutos - o que permite ao paciente um retorno rápido ao cotidiano, com recuperação visual em até 48 horas e estabilização em aproximadamente 30 dias.

Para fazer a cirurgia é necessário se submeter a exames oftalmológicos pré-operatórios e de análise. Sua utilização médica está aprovada no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina desde 06 de dezembro de 1995.

O pós-operatório

Nas primeiras horas pode acontecer uma flutuação visual caracterizada pela dificuldade de visão para perto e cansaço na vista. Normalmente os médicos prescrevem anti-inflamatórios em colírios para aliviar possíveis sintomas, como irritação, lacrimejamento, vermelhidão, visão embaçada, dificuldade de abrir os olhos, aversão à luz (fotofobia), sensação de areia ou corpo estranho, inchaço etc.

Por um período de 30 dias, os especialistas recomendam repouso; evitar esfregar os olhos, praia e banho de piscina, esportes dinâmicos; cuidados com shampoo ou sabonete nos olhos na hora do banho e com a condução de veículos. O oftalmologista também deve marcar um dia para que esse paciente retorne ao consultório.

As complicações cirúrgicas

Além dos riscos possíveis associados a qualquer intervenção deste tipo, tais como infecção, parada cardiorrespiratória, reação alérgica e etc, a correção mal feita pode ocasionar hipocorreção, hipercorreção e astigmatismo induzido - por isso a boa escolha do profissional é fundamental.

A cirurgia tem bom prognóstico em praticamente 90% dos casos. Mas os outros 10% podem necessitar de correção óptica sem necessariamente corrigir todo o grau. Nessas situações, faz-se necessário uma cirurgia de “retoque” para remoção do grau residual, realizada quando possível e/ou necessário.

Fonte: Medical Site

12 de Dezembro de 2019