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Reparação de córnea com células tronco

Recentemente o Japão se tornou o primeiro país a realizar uma cirurgia de córnea usando células tronco. A paciente era uma mulher de aproximadamente 40 anos, vítima de uma doença que a fez perder as células regeneradoras da córnea. O primeiro sintoma foi a falta de foco na visão, que poderia evoluir para a cegueira total - típico em em casos de catarata. 

A operação

As células tronco são extraídas de adultos e geneticamente reprogramadas para retornar a um estágio embrionário. Desta forma, elas se transformam e assumem a função de qualquer outra célula do corpo. Neste caso, em células epiteliais, responsáveis por manter a transparência da córnea. 

O procedimento pode mudar o tratamento para diversas doenças neurológicas, degenerativas, oculares e etc, consideradas incuráveis ou que necessitam de transplante, como é o caso dos problemas de córnea. Atualmente esses problemas são tratados com transplante, mas a fila de espera é enorme e o tempo para evolução da doença muito curto. Cerca de 100 mil transplantes de córnea são realizados anualmente em todo o mundo.

A transformação

As células tronco podem dar origem a diversos organismos, como ossos, nervos, músculos e sangue. Essa versatilidade permite que elas sejam testadas na regeneração de tecidos e órgãos de pessoas doentes.

No caso de um transplante de córnea, as células-tronco são cultivadas primeiro em laboratório e depois na própria córnea lesionada. Em quase um mês, essas membranas fibrosas ficam novinhas e o transplante já pode ser realizado. 

Uma córnea nova é a única maneira de recuperar a visão para pessoas que tiveram este tecido danificado. Uma córnea opaca ou embaçada - seja causada por enfermidades, lesões e traumas ou infecções - pode reduzir drasticamente a visão ou até levar à cegueira total. A córnea saudável é transparente.

A doação

É onde está o problema. Uma córnea em boas condições precisa ser doada por outra pessoa, o que dificulta a frequência dos transplantes. A melhor opção é que as células venham do próprio paciente, mas se não for possível, o doador vivo pode ser um irmão, um dos pais ou um dos filhos do paciente afetado. O limbo, local onde estão as células tronco, é retirado do olho sadio e não prejudica em nada o voluntário, já que a quantidade é ínfima. Em caso de doador falecido, o médico-cirurgião deve usar medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição. 

Fonte: Medical Site

12 de Setembro de 2019