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Por que o calázio é tão confundido com o terçol?

Ambos afetam o olho e de fato possuem algumas semelhanças, mas são patologias diferentes. A diferença crucial entre essas alterações oculares é que o terçol aparece com infecção, o calázio não. 

As diferenças e características

O terçol, também chamado de hordéolo, acontece quando as glândulas sebáceas da pálpebra (Zeiss e/ou Moll) se inflamam e provocam sintomas típicos de infecções bacterianas, como dor, rubor e calor. Como está tão próxima dos olhos, também provoca lacrimejamento e sensibilidade à luz. Normalmente a lesão murcha e desaparece sozinha.

Já o calázio, também chamado de chalázeo, acontece quando a glândula de Meibômio inflama, mas não se trata de uma infecção. Assim como o terçol, também drena e desaparece espontaneamente alguns dias depois. Mas pode haver complicações quando a inflamação se transforma em um granuloma, que deixa a região ainda mais inchada. Se o quadro for frequente, pode indicar algum defeito de refração do olho.

Como tratá-los?

Caso as inflamações não desapareçam espontaneamente, o tratamento pode ser feito com a utilização de compressas quentes ou mornas. No caso de terçol, o oftalmologista pode indicar colírios ou pomadas com antibióticos. Já o calázio é tratado com corticoides e antibióticos são contraindicados.

Para preveni-los

Em ambos os casos, a prevenção é importante. Hábitos como lavar sempre as mãos antes de mexer nos olhos para evitar a transmissão de vírus e bactérias; submeter-se a avaliações de refração para confirmar ou eliminar a hipótese de problemas da visão, como astigmatismo ou miopia; ter cuidados de higiene da pele, usando shampoos e sabonetes neutros, que funcionam como detergente e evitam o excesso de oleosidade na região e visitar o oftalmologista regularmente para receber orientações e evitar o surgimento de novas lesões nas pálpebras são todas medidas importantes sobre a saúde ocular.

Fonte: Medical Site

26 de Setembro de 2019