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O que é neuromielite óptica?

Conceito

A neuromielite óptica afeta principalmente os nervos dos olhos e da medula espinhal, fazendo com que as fibras nervosas sejam lesionadas ou destruídas. Causa sintomas semelhantes aos da esclerose múltipla, com a diferença que a neuromielite atinge os olhos e a medula, já a esclerose afeta também o cérebro. O risco de incapacitar o portador também é maior, por isso necessita de auxílio médico urgente.

Outra característica importante da neuromielite óptica é que é uma doença autoimune - quando o sistema imunológico ataca o próprio corpo. Entre os alvos desse ataque autoimune estão justamente a medula espinhal e os nervos ópticos, que têm suas superfícies lesionadas até originar uma desmielinização (danificação da bainha de mielina).

Sintomas

A inflamação que a neuromielite causa em um dos olhos ou nos dois simultaneamente provoca sintomas como dores, visão turva ou perda da visão. Algum tempo depois - que podem ser dias, meses ou anos - os membros também são afetados, desencadeando intensos espasmos musculares, perda da sensibilidade, fraqueza e paralisação. Nos estágios mais avançados, o paciente pode até sofrer com incontinência urinária e fecal. 

Como o transtorno progride de maneira diferente em cada pessoas, em algumas, a parte da medula espinhal que controla a respiração também inflama, levando à dificuldades de respiração. 

Diagnóstico

A princípio o diagnóstico é feito com um exame neurológico para avaliar o sistema nervoso e com um oftalmoscópio para avaliar o estado do nervo óptico. Mas o exame que avalia o desempenho desses nervos é a eletroencefalografia, utilizada para detectar a respostas aos estímulos visuais. Em um segundo momento, os testes incluem imagem por ressonância magnética (RM) para descartar a hipótese de esclerose múltipla.

Tratamento

Não há cura para a neuromielite óptica, mas há controle dos sintomas e das crises. O tratamento, então, consiste no uso de corticosteróides e  imunossupressores. A troca de plasma, quando os anticorpos anormais são removidos do sangue, pode ajudar pacientes que não respondem ao tratamento convencional. Relaxantes musculares, como Baclofeno ou Tizanidina, podem aliviar os episódios de espasmos.

Fonte: Medical Site

28 de Novembro de 2019